Novos Rumos...

Ensaio de Rayane
A decisão de mudar de rumo nunca é fácil. E, muita vezes, esta decisão é tomada por necessidade. Geralmente, os rumos são guiados pelos fatos, sejam eles negativos ou positivos. Há também o que são guiados pelo coração, ou seja, quando você deixa de fazer algo que vale a pena financeiramente, mas não dá prazer, para fazer algo que dá prazer, mas pode não compensar financeiramente, como é o caso da fotografia.
Houve um momento, anos atrás, que ser fotógrafo de eventos como casamento, ensaios, 15 anos, etc., era um bom negócio.
Nos últimos anos, com a crise econômica e com o aumento de amadores fazendo serviços de fotografias com baixa qualidade, diminuiu muito o trabalho do profissional. Um trabalho profissional custa caro, tanto para quem contrata, quanto para o fotógrafo, pois um trabalho bem elaborado leva tempo na edição de vídeos, na diagramação das fotos e na confecção dos álbuns.
O barato sai caro. Recentemente, eu fui procurado por uma pessoa recém formada em Direito, que contratou um amador para fazer as fotos de sua formatura. Ela queria que eu diagramasse as fotos e fizesse um álbum igual ao que eu fiz de um aniversário de 15 anos. A sua maior decepção foi saber que não seria possível fazer a mesma diagramação, pois as fotos dela foram feitas em baixa resolução. Ou seja, para confecção de um álbum no estilo panorâmico de tamanhos 25 x 60 ou 30 x 70cm, as fotos terão que ser impressas em 300 DPI.
Assim sendo, o fotógrafo terá que usar uma câmera DSLR com resolução superior a 18MP, com alta qualidade de imagem. Só assim é possível recortar partes da imagem, aproveitando somente alguns pontos específicos e mantendo uma resolução boa o suficiente para a diagramação panorâmica. Essas câmeras são caras e não são usadas por amadores. Porém, ainda há muitos que se guiam pelo valor e não pelo profissional. Nem todos têm noção do verdadeiro trabalho do fotógrafo. Não é só apertar um botão, há muito conhecimento por trás da foto.